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Investir em Franquias: 6 erros que podem custar caro ao franqueado

No primeiro artigo desta série, falamos sobre a importância da análise da COF e do contrato com o apoio de um advogado. No segundo, mostramos os 7 passos práticos para avaliar uma franquia antes de assinar. Agora, vamos para o fechamento: os erros mais comuns que investidores cometem ao ingressar em uma rede, e que podem transformar um bom negócio em um grande problema.


1. Confiar apenas no marketing da marca

É fácil se encantar com franquias de grande apelo, seja pelo nome conhecido ou pelas campanhas publicitárias de sucesso. Mas confiar apenas na força da marca é um erro.
Nem sempre a imagem corresponde à realidade da operação. Por isso, é fundamental analisar números, suporte oferecido e satisfação da rede, em vez de se deixar levar apenas pelo brilho da propaganda.


2. Ignorar a análise da COF

A COF é entregue por obrigação legal, mas muitos investidores a tratam como mera formalidade. Esse é um dos maiores erros.
Ali estão informações valiosas sobre taxas, histórico da franqueadora, contatos de franqueados e até processos judiciais. Deixar de ler com atenção (ou sem auxílio jurídico) é como assinar um cheque em branco.


3. Não conversar com outros franqueados

A experiência de quem já está dentro da rede é um termômetro real sobre o suporte da franqueadora.
Ignorar essa etapa é abrir mão de informações práticas que não estão em nenhum contrato. Muitos investidores descobrem tarde demais que o treinamento foi insuficiente ou que o suporte prometido não existe na prática.


4. Subestimar as taxas e custos recorrentes

A empolgação com o faturamento projetado pode cegar o investidor para as despesas fixas: royalties, fundo de marketing, taxas de tecnologia, reposição de estoque.
Quando mal calculados, esses custos corroem a margem de lucro e tornam o negócio inviável. Esse erro é comum entre investidores que não pedem uma análise detalhada antes de assinar.


5. Acreditar que a franquia “anda sozinha”

Outro mito comum é acreditar que a franquia exige pouco esforço do franqueado. É verdade que há suporte, know-how e marca consolidada, mas isso não elimina a necessidade de gestão diária, controle financeiro e dedicação.
Quem entra com a expectativa de “dinheiro fácil” corre grande risco de se frustrar.


6. Não contar com um advogado especializado

Talvez o erro mais grave. O contrato de franquia é complexo e cheio de detalhes que podem comprometer o negócio. Sem análise especializada, o franqueado pode assumir obrigações desproporcionais ou ficar preso em cláusulas de difícil saída.
O advogado especializado atua justamente para evitar esse tipo de armadilha, garantindo que o investidor saiba exatamente onde está entrando.


Evitar erros é mais barato do que corrigi-los

No mercado de franquias, prevenção significa economia. Resolver um problema depois de assinado o contrato é muito mais caro e desgastante do que evitá-lo desde o início.

Investir em conhecimento, planejamento e assessoria jurídica é a forma mais inteligente de garantir que o investimento realmente traga retorno — e não dor de cabeça.


Conclusão: consciência antes do investimento

A franquia certa pode transformar sua vida como empreendedor, mas a decisão precisa ser tomada com cautela.
Conhecer os erros mais comuns e aprender a evitá-los é um passo essencial para aumentar suas chances de sucesso.

E lembre-se: franquia não é promessa, é contrato. Quem entra bem informado, entra mais preparado para crescer.

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